JUÍZO

Posted in Khritiké with tags on Setembro 14, 2009 by fisbas

juizo

Somos nós seres imaculados, únicos em juízo e de franca opinião. Dotados de inteligência, analisadores do nosso próprio cosmos e criativos por génese natural. Análogos de feição, diferenciados uns dos outros mas de igual ajuização.

Diz a ciência que somos como somos devido à herança genética, às experiencias vividas e ao estilo de vida que levamos. Somos portadores de um desigual carácter. Somos únicos, mas não especiais. Sete mil milhões. É este o número arredondado de habitantes terrestres.

Cada um com a sua visão. Cada um com uma cultura, um estilo de vida próprio, uma personalidade e um juízo sobre o que vê e ouve. Todos têm a sua própria verdade do juízo que escolheram, baseado no seu aprender, na sua experiencia, na sua análise e na projecção do seu futuro. Não há bons e não há maus, todos têm ambas partes, manifestadas ao longo da sua vida e no decorrer da sua existência.

Herdamos a sociedade em que nascemos. Não a escolhemos. Estudamos a nossa história, as doutrinas que nos comandam, as religiões que nos escravizam e as pessoas que nos magicam. Estranhamos, opomo-nos, contestamos e depois aceitamos.

Criticamos o que gostamos e criticam-nos o que não gostamos. Aqui somos livres, democráticos e com voz para idealizar. Ou talvez não, pois de certa forma pensamos o que os outros irão pensar, como será e o que sucederá. Uns têm muito a ganhar com o hastear da bandeira de uma ideia e outros muito a perder. Alguns não têm nada.

O juízo que todos têm é correcto e imperfeito. Uns são do sul, uns do norte e outros do litoral. Preto, branco, cristão, judeu, trabalhador ou chupista social. Várias realidades, um juízo para todos. Não se agrada a inteira multidão.

A crítica dos juízos dos outros reflecte aquilo que nós somos. O juízo nada mais é que a lógica da razão.

FLATULÊNCIA (ou peido)

Posted in Khritiké with tags , on Agosto 12, 2009 by fisbas

flatulencia

O que têm em comum o Papa e a Madre Teresa de Calcutá? E em que se assemelham estes dois personagens com o Michael Jackson, com o Rei de Espanha, o Príncipe do Qatar, a Madonna, o Barack Obama ou o Paul Hewson (Bono dos U2)?

Na verdade estas pessoas têm uma vida social muito pouco semelhante à nossa, servos do dia-a-dia e do trabalho mal pago e mal reconhecido. No entanto somos todos humanos, e como qualquer ser humano que se preze tem de comer. E como tem de comer tem igualmente de se peidar. Sim, o peido é que nos une a todos, pois ao contrário do que se pensa, não nos livramos deles, pois fazem parte da natureza do nosso magnífico sistema digestivo.

Pode parecer estranho falar nestas porcalhadas, mas dá-me imenso gozo comparar divindades, presidentes, príncipes e reis com o desquecido humano.

Mas o que é realmente o peido?

Não é mais do que o ar que engolimos e que segue pelos intestinos. Pelo caminho juntam-se os gases produzidos pelas nossas bactérias de estimação. Em geral a composição não passa de nitrogénio, dióxido de carbono, metano, pequenas quantidades de sulfeto de hidrogénio (gás sulfídrico) e outros gases que possam aparecer  em reduzida quantidade. Os compostos sulfídricos contêm enxofre e quanto mais rica em enxofre for a nossa dieta mais desses gases serão produzidos. Couve-flor, ovos, carne são alimentos que vão provocar peidos mal cheirosos.

É verdade que algumas pessoas não se peidam?

Claro que não. Até os mortos se peidam durante alguns dias após o falecimento.

Quem se peida mais, homens ou mulheres?

Dizem os estudos que são iguais, produzimos cerca de 1 litro por dia e damos cerca de 14 peidos diários. Eu acrescento ainda que na maioria das vezes os homens dão mais nas vistas por gostarem de exagerar no cagaçal de ruído, enquanto as mulheres disfarçam mais (com certeza têm vergonha de algo tão natural, eheh)

De que cor é o peido?

Regra geral são incolores. Imaginem o interessante que era termos cores espalhadas por ai dos peidos que se dá. Teria vantagem para sabermos por onde ir, mas não era bom para os darmos disfarçadamente quando é preciso!

Já vi que leste o artigo até aqui. Se fosse sobre a paz no mundo, a luta contra a desertificação ou sobre matemática paravas a meio…

Boas flatulências a todos!

7

Posted in Khritiké with tags , on Junho 18, 2009 by fisbas

7

Dizem que Deus fez a Terra em 7 dias. Eu cá acho que ele andou cheio de preguiça. 7 dias para fazer este planeta parece-me muito tempo. Já fiz trabalhos de faculdade em menos tempo e cometi tantos erros como ele.

Perdoe-me quem é crente nas histórias bíblicas, mas eu sou uma pessoa das ciências e portanto não me revejo em histórias de criações espontâneas, pragas egípcias ou dilúvios. Um bom dilúvio estamos nós a passar, mas este é puramente económico e social. O meu dinheiro por exemplo dilui-se num instante! E sei muito bem que alguns foram avisados e construíram arcas gigantes onde salvaram o seu rico dinheirinho. Agora esperamos todos que a pomba traga um raminho de oliveira, só depois saberemos que há terra para não nos afundarmos ainda mais. Enquanto isso não acontece temos de navegar à deriva.

Foram 7 longos dias, e como descobrimos isso? Ora, Deus não nos disse nada porque como é óbvio ele não sabe falar. O seu pai, o ‘Pai-de-Deus’, achou que seria melhor não lhe dar cordas vocais, pois se ele já aborrece calado como seria se falasse… Mas nós lá descobrimos que eram 7 dias. Algum génio-maluco passou os dias a olhar para a Lua e reparou no seu ciclo de 28 dias. Reparou ainda que nesse período ela tinha vários aspectos: lua nova, quarto-crescente, lua cheia e quarto-minguante, e como bom matemático que foi dividiu  28 por 4. O resultado é 7. Tcharann, 7 dias.

É precisamente nestes 7 dias que gerimos a nossa vidinha semanária. Embora o Domingo seja considerado o primeiro eu cá acho que é na verdade o último. Segunda é o inicio de uma semana, seja de estudo, trabalho ou de ‘vacances’.

No caso de ser de trabalho acordamos remelosos, andamos meios zonzos e sempre a bocejar. Se tiver sol ainda nos animamos um bocado mas sempre a pensar que o dia é longo e chato. Vamo-nos depois excitando com o passar dos dias até que chega a sexta-feira, onde a animação encontra o seu auge! Nessa noite já podemos tomar café, estar com os amigos, beber uns copos e deitar-nos tarde aproveitando os bons momentos. Depois vem o sábado que é o “re-make” de sexta, por vezes ainda mais árdua e tenebrosa. E finalmente Domingo, onde descansamos – e aqui sim concordo com as palavras bíblicas: “Ao Domingo descansa-se”.

E assim se passa uma semana. Hoje é quinta e já estou ansioso pelo fim do trabalho de amanha, depois mais um ciclo se repetirá… remeloso à segunda, alegre à sexta!

Há dias

Posted in Khritiké with tags on Junho 15, 2009 by fisbas

ha_dias

Há dias em que o tempo anda numa auto-estrada. Há dias em que qualquer coisa parece boa. Há dias em que o clima é bom. Há dias em que até o calor ou frio em excesso é bom. Há dias assim e há dias sem ser assim.

Há dias que ouvimos o ponteiro dos segundos, parecendo sinos da igreja, que demoram a terminar de badalar. Há dias que contamos o número de moscas no ar. Há dias que contamos as vezes que respiramos por minuto e há dias que tudo o que ouvimos é o outro.

Há dias bons e há dias maus. Há dias de verão e há dias de inverno. Há ainda dias de Outono e de Primavera. Há dias claros e há dias escuros, dias de sol e dias de chuva. Há dias que gostamos de dançar ao som de música e há dias que gostamos de descansar ao som da mesma música. Há dias que estamos contentes e há dias que estamos tristes. Há dias que acordamos bem e há dias que nos deitamos bem.

Há dias para tudo e não há dias para nada. Há dias assim…

CORPO HUMANO

Posted in Khritiké with tags , on Junho 9, 2009 by fisbas

corpo_humano

 Já por diversas vezes falei sobre o ser humano, quer a nível mental, com extraordinárias facetas, quer a nível físico. Com um universo tão grande de subtemas para falar sobre o assunto resolvi hoje falar sobre algumas das curiosidades humanas que nos deslumbram e nos deixam a pensar.

Com uma rápida pesquisa na internet podemos encontrar milhares de artigos sobre o nosso corpo e a nossa mente, sobre prodígios e monstros humanos e também sobre coisas tão correntes e diárias que não lembram a ninguém, mas que se tornam interessantes à medida que as vamos descobrindo.

Uma pessoa está constantemente a piscar os olhos, sendo esta uma forma de limpeza e protecção, mas certamente nunca contaram quantas vezes o fazem por dia. Eu também não contei, mas há quem o tenha feito resultando no número 25.000. Sim, são aproximadamente 25 mil piscadelas por dia. Curioso não é?

E se lhes dissesse que os olhos pensam?

Não é mentira. Os olhos processam imagens, não servindo somente como receptores visuais. Caso assim fosse veríamos sempre com atraso a posição dos objectos em movimento porque o processo demoraria algumas fracções de segundo. E esta hem?

Sabiam que o nariz e as orelhas nunca param de crescer? E que é impossível fazer cócegas no próprio corpo? E que nascemos com 300 ossos mas chegamos a adultos apenas com 206? E que se dormirmos em média 8 horas por dia, aos 40 anos teremos dormido 13 anos? Tudo isto é verdade.

O nosso coração, aos 75 anos já terá batido cerca de 2.737.500.000 vezes. As unhas das mãos crescem 4 vezes mais rápido que as dos pés. Somos o único primata sem pigmentação nas palmas das mãos. Se usarmos ‘headphones’ durante uma hora o número de bactérias no ouvido aumenta 700 vezes. Durante uma vida o sistema digestivo aguenta com 50 toneladas de comida. Tudo isto é verdade.

Somos extraordinários. E quando algo falha achamos que não é normal. Eu diria que o normal é mesmo falhar alguma coisa, porque é um sistema demasiado complexo, e tão incompreensível que quanto mais se estuda mais dúvidas surgem. Mas já sabemos muito.

Vivemos, em países como o nosso, até uma idade bastante razoável e com um estado de saúde estável, mas cada um de nós tem de olhar por si, para viver mais um pouco e também para contribuir para o estado dos outros, pois recursos gastos em nós não ajudarão o próximo.  

Infelizmente se não exercitarmos o que aprendemos, esquecemos 25% em seis horas, 33% em 24 horas e 90% em seis meses. Passado um ano já pouco resta, e daí a renovação do nosso saber cultural ser tão importante no nosso intelecto, pois quando nos desligamos tornamo-nos mais ‘selvagens’, e há tanto por aprender e reaprender!

Durante o tempo que demoras a ler esta frase 50.000 células do teu corpo morreram e foram substituídas por células mais novas.

37ºC

Posted in Khritiké with tags , on Junho 4, 2009 by fisbas

37C

Poderia falar sobre os belos dias de sol que nos têm acompanhado, com a temperatura elevada e pessoas de corpo à mostra, mas em vez disso resolvi virar-me para a temperatura que nos comanda, nos deixa viver e nos oferece a particularidade de vida que temos.

Aproximadamente trinta e sete graus centígrados. É esse o número termométrico que o ser humano tem habitualmente. Excluem-se os casos que andam engripados suínicamente.

Não é por acaso que pertencemos aos animais de sangue quente. Foi esta a vantagem evolutiva que moldou o nosso trajecto na Terra. Com a temperatura constante de 37ºC temos os músculos preparados para entrar em acção. Desta forma não precisamos de nos prostrar num qualquer muro feitos lagartixas, embora o façamos na praia para nosso bel-prazer. Em qualquer ponto do globo, em qualquer clima e em qualquer temperatura estamos aptos para reagir. Querem melhor vantagem que esta?

Ganham-se umas coisas, perdem-se outras.

O que regula a nossa temperatura é uma parte do nosso cérebro chamado hipotálamo. Este “senhor” é uma espécie de termostato do organismo, ajustando a temperatura através de reacções químicas e físicas.

Sintetizando para o comum dos mortais isto é tão simples como transpirar ou tremer. Se isto não acontecesse acima dos 45ºC “cozinhávamos” as nossas proteínas, alterando a sua configuração, lesando-as ou matando-as. No caso do frio extremo poderia levar à formação de cristais de gelo dentro do nosso corpo lesando as nossas células.

É por estas e por outras que gosto de climas temperados. Não vou para o Brasil porque andam a cair aviões, mas desloco-me para o rio e para a praia para regular a minha temperatura!

Bons dias de sol! E de chuva!

POLÉMICA

Posted in Khritiké with tags , on Maio 28, 2009 by fisbas

polemica

Nada é mais saboroso que um bom tema, de preferência bem polémico para atiçar os ânimos e fazer ferver o sangue. As discussões dos mais variados temas trazem-nos sempre pontos de vista distintos, formas de viver diferentes e idealismos que podem ou não corresponder aos nossos. Quando não correspondem temos… discussão.

Ao longo da nossa vida o acumular de saber e as experiencias moldam a nossa visão das coisas e é por esse motivo que há e haverá sempre pessoas com pensamentos diferentes. Em regra os mais jovens são a favor da mudança, de um caminho liberal e de ideais mais excêntricos, e os mais vividos são mais conservadores, déspotas da sua experiencia e de ideais adquiridos no seu percurso de vida.

Direitos humanos, Aborto, Pena de Morte, Religião, Guerra, Sociedade, Arte, Política… São alguns exemplos de temas que dão pano para mangas e que nos deixariam a discutir interminavelmente até que um lado se fartasse e desistisse, porque no final a conclusão é que cada um tem uma opinião e nada resolve essa rixa.

Mas calma. Não devemos ser pacifistas ao ponto de nada fazer. O nosso ponto de vista sobre seja o que for deve ser divulgado, falado, repensado e discutido até à exaustão, pois só dessa forma conseguiremos incrementar mais e melhor matéria chegando à melhor síntese possível. E mesmo depois dessa síntese os temas devem ser debatidos de quando em vez, actualizando o assunto.

Por esse motivo é que tudo se torna cíclico e de tempos em tempos vemos os mesmos temas, as mesmas conversas, as mesmas polémicas… determinando-se qual o caminho a seguir nessa altura. Pois os caminhos escolhem-se no momento e não por previsão ou adivinhação.

Sem mudanças não temos evolução e sema polémica não é possível a mudança, pois jamais haverá unanimidade seja em que tema for e portanto alguém tem de decidir, de ser controverso e ficar na história pela sua audácia.

A polémica é a mãe do progresso!

SEM LER NÃO SE APRENDE

Posted in Khritiké with tags , on Maio 27, 2009 by fisbas

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Depois de algumas semanas sem escrever para o Blog fico contente e admirado com a quantidade de pessoas que o visita diariamente mesmo sem nada de novo. Hoje o tema é simplesmente aborrecido, em especial para 99 porcento da população mundial. Estou portanto a focar-me no 1% que lê. Dentro destes há ainda que contar com os que pensam e cruzam informação e também com os que lêem sem pensar, acreditando em tudo ou desacreditando em tudo, consoante acordaram nesse dia.

Ler é chato. Ler é demorado. Ler não parece excitante como ver um filme. Tanta letra, tanta página e tanto que ler…

É bem verdade que não se aprende a gostar destas coisas da noite para o dia, mas quando se interioriza estes hábitos jamais se quererá outra coisa. Internet, livros, jornais… Todos nos trazem mensagens escritas, acompanhadas de imagem ou simplesmente nuas.

Ler é importante. Adquirimos uma visão mais alargada do mundo, dos seus conflitos e devaneios de uma sociedade em constante alteração. Desta forma podemos formar as nossas ideias e resolver todos os nossos problemas de uma forma mais fácil.

O exercício de imaginação é um prazer. Ao contrário do que acontece quando vemos um vídeo, as imagens que nos passam na mente advêm da bagagem cultural existente e do estado emocional momentâneo. Temos assim a vantagem de a cada leitura nos deleitar com novos significados. Isso leva-me muitas vezes a ler o que escrevo e constatando que jamais escreveria igual, porque cada momento é um momento.

A leitura é um passaporte com visto permanente para todo os lugares do mundo, todas as culturas, histórias e ficções. É na escrita que todo o conhecimento da humanidade está registado, e só percebemos onde e como estamos lendo… lendo muito.

Não sejam os 99% de cambada de carneiros, sejam o 1% que sabe o que se passa no mundo.

Boas leituras!

VOCÊ É IGUAL A… VOCÊ

Posted in Uncategorized with tags , , , , on Abril 29, 2009 by fisbas

voce

O que faz com que sejamos como somos? O que está por detrás da nossa personalidade e o que nos leva a ter determinadas características que nos identificam como ser humano e como pessoa única no mundo? Este é um mistério da natureza que ainda está por desvendar, mas temos já algumas certezas, que tudo à nossa volta nos afecta e que nós próprios contribuímos para que tal aconteça.

Segundo um filosofo inglês do século XVIII chamado John Locke todos nascemos como uma tábua rasa, ou seja, somos como uma folha de papel em branco quando nascemos. Depois de muitos estudos temos agora algumas respostas que nos indicam que não é verdade, contudo esta teoria foi importantíssima, tendo ajudado na formulação da Declaração dos Direitos Universais do Homem de 1776. Se não nos considerássemos todos iguais isto não seria possível, no entanto igualdade é coisa que não existe em humano algum.

Existem três factores essenciais que determinam a nossa personalidade. A genética, a educação (dos pais) e as amizades. Existe ainda ao longo da vida acontecimentos pontuais que nos marcam e nos alteram a mente. É este conjunto de variáveis que faz de nós quem somos, diversificados e diferentes uns dos outros.

A genética determina o comportamento? Não. Mas favorece determinados tipos de comportamento. Matt Ridley diz que “a genética não é um destino, não determina o que você vai ser. Ela oferece predisposições”.

A “menina bonita e burra” é aquela rapariga que nasce mais bonita que a média recebendo mais carinho dos pais (que tratam sempre os filhos de forma diferente!) e é aceite mais facilmente pelos amigos. Essa herança tem uma coisa negativa, pois atraindo a atenção pela beleza ela não desenvolve artimanhas para se destacar… daí ser burra…

O mesmo acontece com o “Gordo engraçado”, que não sendo o mais bonito nem o mais forte do grupo conquista o carinho dos outros contando piadas.

Os gémeos são diferentes um do outro, não devido à genética, pois são idênticos geneticamente, mas devido à teoria dos nichos – disputando a atenção dos pais eles adoptam papéis diferentes.

Os irmãos são também diferentes uns dos outros. A genética diferencia-os, mas não só, a ordem do nascimento e a diferença de idades explicam também muita coisa. Primogénitos são mais independentes, os do meio rebeldes e os mais novos precoces. Estudos demonstram que esta é a linha seguida regularmente, mas como é evidente cada caso é um caso.

Mas será possível mudarmos a nossa maneira de ser?

Sim. A verdade é que mudamos a nossa personalidade a toda a hora. Agimos de modos diferentes com pessoas de idade, sexo ou posição social diferentes. Todos passamos pela experiencia de ser amigáveis com alguém e no momento seguinte agimos de forma contrária com outra pessoa. A nossa personalidade depende do que os outros acham. “O homem tem tantos eus quantos são os indivíduos que o reconhecem” disse em 1890 o psicólogo William James.

Não é fácil mudar, mas é possível, com tempo, vontade e dedicação. Não existe nenhuma prova científica que mostre que o ser humano não tem solução.

Talvez o caminho de nos conhecermos a nós próprios e contentarmo-nos com o que somos seja o grande desafio nesta vida…

RATOS

Posted in Khritiké with tags , , , , on Abril 23, 2009 by fisbas

ratos

Neste preciso momento todos vocês devem estar com um na mão. O rato. Este pequeno periférico informático é o nosso veículo dentro de qualquer computador. É através dele que nos movimentamos, clicamos, arrastamos e largamos as coisas na nossa área de trabalho, possibilitando-nos ter uma liberdade enorme, que só termina nos limites do nosso monitor.

Damos-lhe a este instrumento manual uma significativa importância. Queremo-los ajustados à mão, com ou sem laser, com fio, bluetooth, scroll, dois ou mais botões, transparente, amarelo, azul ou vermelho…

Há na verdade uma infinidade de “espécies” de ratos, coincidentes com o nosso carácter ou simplesmente personalizados, sulcando os nossos gostos e vaidades. São na verdade periféricos de extrema importância. Tão importantes na nossa vida diária que quando avaria, falha ou “soluça” nos deixa stressados e furiosos, apetecendo-nos “matá-lo” e arranjar um novo. Mas talvez isso não seja por muito tempo.

O rato, como qualquer tecnologia, será posto de lado como uma qualquer velharia, e não tardará assim tanto e veremos antiquários a leiloar ratos do século XX. Guardem bem as vossas peças museológicas que ainda têm em uso pois poderão um dia valer dinheiro, e caso isso não aconteça no nosso prazo de vida podemos sempre deixar algo para os arqueólogos.

O rato tem neste momento 41 anos de existência e prevê-se que os próximos cinco sejam fatais na sua omnipresença. Bill Enghlish, o senhor que o inventou e Douglas Engelbart, o senhor que patenteou o invento, devem estar a rebolar na cama. Claro que deve ser uma cama de ouro e não tenho pena destes ilustres senhores, mas os seus descendentes estão com certeza mais preocupados com o futuro dos triliões ou “fantasliões” de dólares, que se podem esgotar.

Reconhecimento gestual, sistema de toque de tela, reconhecimento de voz,  comandos pelo pensamento… são estes os potenciais concorrentes do ratinho. A interactividade digital é o presente e o futuro. Sistemas usados na consola Nintendo Wii, em que se joga com o movimento nos comandos, se aponta, captam vibrações e abanões do utilizador vieram para ficar. Ninguém vai querer uma televisão digital com um rato acoplado!

A relação homem – máquina será cada vez mais intrínseca ao próprio ser, sociável, criativo, dinâmico e sempre disposto à mudança constante. Só assim alimentamos o nosso fugaz cérebro, que sempre quer uma coisa nova que o estimule. A «descoberta do desconhecido» é na verdade a bateria do Homem e só assim foi possível chegar aqui e ter força para continuar.

O rato vai cair na ratoeira da humanidade, mas aparecerão novos bichos. Bons cliques a todos.