Amigos de amigos de amigos… que são inimigos
Numa era em que a informação é rainha do mundo, as redes sociais dominam o quotidiano de quem se quer manter ligado e tudo parece ser instantâneo, eis que os velhos costumes e as arcaicas formas de socializar se valorizam cada vez mais. A amizade, partilhada por um grupo de pessoas é a forma de proximidade mais intimista, conhecedora do nosso ente homólogo e de quem necessitamos por inúmeras razoes. Entre elas está a partilha de experiencias, a companhia, uma mão amiga nas boas e más ocasiões e um sentimento profundo que se sente mas que não se escreve de forma que se perceba na sua plenitude. Basta apenas dizer que a amizade é tão importante que há quem morra por ela – sendo estes casos de uma demonstração sem igual do apreço pelo próximo. Disse Cícero que dos amores humanos, o menos egoísta, o mais puro e desinteressado é o amor da amizade.
Mas no meio desta amálgama de amizades deixamo-nos muitas vezes levar pela fantasia de que uma amizade nunca tem nada por trás. Há, no entanto, planos, conspirações e tentações demoníacas que quebram as amizades, entre eles estão, como denominou um sacerdote e mais tarde reformulou o Papa Gregório I, os sete pecados mortais. Para que se entenda o que quero dizer recorro a um ditado muito antigo: “se queres perder um amigo empresta-lhe dinheiro”. Isto nada mais é do que um “pecado mortal”, que me deixa sempre a pensar no valor que as pessoas dão às amizades, mas que faz todo o sentido se pensarmos que o dinheiro na vida é tudo, podendo-o considerar o pão-do-nosso-dia.
Isto tudo para dizer que neste mundo de redes sociais, em que temos 700 amigos no hi5, outros no facebook, twitter, orkut, linkedin e mais uns quantos noutras redes que nascem diariamente relembro uma velha máxima: Amigos verdadeiros bastam uma mão (e talvez nem tanto) e todos os outros são potenciais inimigos.
Janeiro 23, 2010 às 6:45 pm
Ora bem…
No entanto, compreendo a mensagem que possas querer transmitir e concordo com ela. Mas em boa verdade, acredita, a vida acaba por nos indicar a pureza desse punhado de amizades pela duração delas e pela actuação delas nos momentos críticos… nem sempre a esperada. Valem-nos aqueles que nunca nos desiludem e que dia após dia fazem mais parte de nós! Quanto àqueles que referes como tendo segundos interesses são cães que não conhecem o dono (como diria o meu sábio pai), dás-lhes de comer e no momento seguinte estão-te a roer o rodapé das Levis… Bem-hajas!!!
Li esta tua crónica diversas vezes e acho que ainda agora não percebi muito bem… lol
Janeiro 23, 2010 às 9:11 pm
A percepção da crítica não é fácil, nem eu mesmo a entendo verdadeiramente… pois não se consegue perceber a “amizade”. Ela sente-se mas não se vê…
Quero somente valorizar o que de mais precioso existe – a amizade, ao mesmo tempo que tento dar umas boas marretadas naquelas pessoas que usam e abusam dela, conspurcando a sociedade e desiludindo as expectativas de outros…
Enfim.. é um tema que dá que falar
Mas para ti, amiga do peito sei que não conspurcarás nada, loool
Beijo *